© 2015 Manuela Ferrer Para Corpe, Lda

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UM OLHAR SOBRE: DISGRAFIA

A Disgrafia enquadra-se nas Dificuldades de Aprendizagem Específicas (DAE) tal como a Dislexia, a Disortografia e a Discalculia. As Dificuldades de Aprendizagem Específicas podem surgir em conjunto no mesmo indivíduo e manifestar-se com diferentes graus de severidade de indivíduo para indivíduo.

 

No campo das DAE, a Disgrafia, é a alteração da escrita que a afeta na forma. É uma perturbação motora no ato de escrever provocando uma caligrafia deficiente.

 

A escrita da criança, ou do jovem, caracteriza-se por um espaçamento incorreto entre as letras, as palavras e as linhas. O traçado das letras não é uniforme e assiste-se à deterioração da letra ao longo do texto escrito, uma vez que a escrita exige um esforço tónico excessivo. Assiste-se, frequentemente, a uma oscilação das palavras ao longo da linha de escrita. As letras com hastes ascendentes ou descendentes são muitas vezes irregulares e confundidas entre si.

 

Normalmente, a criança apresenta igualmente dificuldade na organização espacial na sua folha de trabalho sem respeito pela linha ou pelos limites da página. 

 

É fundamental uma avaliação psicomotora que estabeleça o perfil psicomotor da criança e que despiste eventuais dificuldades noutros fatores como o equilíbrio, a coordenação óculo-manual, a noção de corpo, a lateralidade, entre outros. Uma micromotricidade afetada é muitas vezes reflexo de uma motricidade global pouco desenvolvida.

 

Uma intervenção especializada e específica para a Disgrafia envolve uma Terapia Psicomotora com particular atenção para a micromotricidade, a consciência cinestésica e propriocetiva, a estruturação espacial, a grafomotricidade, a perceção visual, etc.

O que é a disgrafia?

 

Perturbação na componente motora do ato de escrever, provocando compressão e cansaço muscular, que por sua vez são responsáveis por uma caligrafia deficiente, com letras pouco diferenciadas, mal elaboradas e mal proporcionadas. Muitas vezes, a unidade gráfica da palavra não é respeitada tornando a leitura do registo escrito muito difícil. 

 

De um modo geral, a criança com Disgrafia apresenta uma série de sinais ou manifestações secundárias motoras que acompanham a dificuldade no desenho das letras como uma postura incorreta, uma preensão incorreta do instrumento de escrita (lápis ou caneta), um esforço tónico desajustado convertendo-se em demasiada ou insuficiente pressão sobre o material de escrita e um ritmo de escrita desajustado - muito lento ou excessivamente rápido.

Problemas associados 

 

Biológicos

 

Perturbação da lateralidade, do esquema corporal e das funções percetivo-motoras,

Perturbação de eficiência psicomotora (praxia global afetada com perturbações ao nível do equilíbrio e da coordenação óculo-manual).

 

Pedagógicas

 

Orientação deficiente e inflexível,

Orientação inadequada da mudança de letra de imprensa para letra manuscrita,

Ênfase excessiva na qualidade ou na rapidez da escrita, 

Prática da escrita como atividade isolada das exigências gráficas e das restantes atividades discentes. 

 

Pessoais

 

Imaturidade física,

Imaturidade motora,

Inaptidão para a aprendizagem das destrezas motoras,

Pouca habilidade para pegar no lápis,

Adoção de posturas incorretas, défices em aspetos do esquema corporal e da lateralidade.

Abordagem: Reeducação da escrita 

 

1 - Desenvolvimento psicomotor 

2 - Desenvolvimento do grafismo em si 

3 - Especificidade do grafismo da criança 

 

1 – Desenvolvimento psicomotor – embora as atividades psicomotoras devam ser desenvolvidas em função dos resultados da avaliação específica, deve-se considerar aquelas habilidades necessárias ao grafismo da escrita, como: postura, controle corporal, dissociação de movimentos, representação mental do gesto necessário para o traço, perceção espácio-temporal, lateralização, coordenação viso-motora e perceção corporal. 

 

2 - Atividades do grafismo em si: destinadas a melhorar as habilidades relacionadas com a escrita, recorrendo-se de recursos próximos a ela, sejam quanto às exigências do ato motor, quanto às exigências de planeamento e representação mental ou quanto do uso de instrumentos específicos.

2.1- Atividades pictográficas: diferentes técnicas de pintura, desenho e modelagem.

2.2- Atividades escriptográficas: destina-se a melhorar os movimentos e posição gráfica, embora não abordem diretamente a escrita. São técnicas em que se utilizam lápis e papel, que a criança deva realizar sentada, e têm um espaço gráfico limitado.

 

3 - Especificidades do grafismo da criança: é a correção de erros específicos do grafismo daquela criança disgráfica: inclui formas das letras, tamanho das letras, inclinação das letras, enlaces, aspeto do texto, inclinação da folha, manutenção da margem e da linha entre outros.