Era uma vez... a importância da nossa leitura!

7.3.2016

 

A entrada para o primeiro ciclo é vivida com grande expectativa por parte das crianças de cinco e de seis anos. Uma das competências mais esperadas é a da leitura. A aprendizagem da leitura permitirá ao pequeno aprendiz apropriar-se de um código mágico. Aquele que permite aceder à linguagem escrita e que, na maioria das vezes, só é possuído pelos mais velhos.

 

Embora haja algumas crianças que implicitamente acedem a este código, a maior parte necessita de momentos de aprendizagem formal bem direcionada e sistemática.

 

Enquanto uns aprendem melhor através de métodos que privilegiam a componente auditiva e fonémica, outros aprendem melhor pela via visual. Independentemente do método escolhido por cada escola ou por cada professor titular de turma há sempre que fazer ajustes de maneira a proporcionar uma aprendizagem diferenciada e que faça sentido para todos os alunos.

 

Estratégias pedagógicas à parte, a criança antecede o primeiro ano de escolaridade com entusiasmo. E quantas vezes já não ouvimos as crianças a queixarem-se que no primeiro dia de aulas ainda não aprenderam a ler!! E agora que fazer enquanto pais?

 

Já se sabe que a paciência é uma virtude, mas a leitura plena surge muitas vezes no final do primeiro ano de escolaridade ou já no decurso do segundo ano. Assim, sendo cabe-nos a tarefa de continuarmos a ser um exemplo, um modelo no que respeita aos hábitos de leitura, à importância da leitura e da escrita no quotidiano familiar, e à forma como a leitura se constrói.

 

Esta missão de educadores-leitores não se esgota no início do primeiro ciclo. Podemos (e devemos) ser leitores dos nossos filhos. Funcionaremos como modelos ao nível da expressão, da fluência e da articulação. Mas não só, seremos participantes no seu crescimento à medida que se forem tornando mais hábeis nesta competência.

 

A leitura não se faz só de expressão.

Ler é muito mais do que silabar ou dizer em voz alta.

Ler é compreender. É ir além do que está escrito. Esta valência da escrita é difícil de ser apropriada pelos leitores mais novos. Podemos ajudá-los nessa componente da leitura.

 

Lermos e partilharmos leituras com os nossos filhos mais crescidos (segundo ou terceiro ciclo) permite-nos encontrar um espaço de diálogo, de partilha de emoções, de troca de experiências e facultarmos leituras que por vezes estão distantes do seu nível de leitura daquele momento.

 

 

 

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